DOIS MONSTROS
Cuidado. O desvio é necessário. Cuidado. Você uma hora ou outra vai fazer merda.
Se não for fazer, vai pensar.
Isso vai afundar o seu cérebro. Você irá tentar espremê-lo em busca de alguma alternativa, mas a única rua é sem saída, e há muito tempo a única ambulância da cidade foi desativada.
Sua namorada vai lhe fazer dar risada espremendo seus cravos.
Ela no fundo sabe que você irá arruinar tudo.
Mas você é um cara bacana.
Todos gostam de você.
Menos você.
As pessoas irão te chamar de monstro, as pessoas também vão chamá-la de monstro.
Convém vocês chegarem a um acordo, e antes que as lágrimas jorrem, comece a correr.
Sunday, April 29, 2018
Sunday, April 22, 2018
HOMETOWN
Eu juro pra vocês que não queria sentir tanta emoção. Ser tão sensível para as artes. Mas acontece o seguinte: quando eu vejo uma obra tão pungente como essa peça teatral "Interiores", eu acabo desabando.
São quatro histórias de personagens que estão envolvidos com a sua casa. O lugar onde moram, o lugar onde vão morar, a sua infância, suas dores e lembranças de sua construção como ser humano.
Nunca senti isso assistindo uma peça, mas na primeira história, na primeira cena, eu só queria que acabasse logo, porque eu não suportava mais ver toda aquela dor. Rebecca Leão é uma das maiores atrizes que eu vi em cena.
Logo na introdução, no solo de Rodrigo Sanches, vi que a peça seria muito boa. Seu desempenho logo ali me cativou.
Eu poderia falar de todos os atores, da direção, do roteiro, da operação técnica do meu brother Gabriel Oliveira, mas eu só quero dizer: PARABÉNS!
Lucas Mayor e Marcos Gomes vocês detonaram com esse cara aqui (rs).
Algumas pessoas sentem mais que as outras, algumas pessoas sentem mais as porradas da vida.
É, pai, você tem razão.
Saturday, April 14, 2018
The Last Dead
Olhei pra ele
Vi um cara que acertou nos cavalos no jockey
De prima
Com a facilidade do Romário na grande área
Extirpou o passado
Jogou fora todas as cartas que mandou para a sua namorada quando esteve no Vietnã
Deixou escorrer pelo ralo
Todas as mágoas
Na sua última dança
Último bilhete de metrô
Última sessão de cinema
e última caipirinha
Na sua última morte, ele me fez gozar.
Monday, February 13, 2017
PORTUGUÊS POR UM DIA
Minha história com a Portuguesa. Foram muitas delas assistindo jogos contra a Lusa.
Cansei de ver o VT-será que alguém dessa nova geração sabe o que é VT?!- de uma partida que o Edmundo marcou um dos mais belos gols feitos pelo Parmera.
Eu era moleque, não tinha a noção completa do que era o futebol, mas vira e mexe eu pegava o vhs do meu pai e assistia esse jogo:
Como alguém pode fazer um gol tão bonito? Imagina para um garoto de 11 anos ver isso?
Outro jogo na minha memória. Esse eu tava no estádio. Antes de começar o jogo, meu pai bateu com o joelho na cadeira da numerada descoberta do antigo Palestra Itália e quase que desmaia.
O maravilhoso comentarista da rede Globo, Paulo Cesar de Oliveira, adorava o verdão. Nesse jogo ele deu 3, eu falei TRÊS PENAIS pra Lusa contra o Palmeiras em pleno Parque Antártica. O Velho Lobo Zagallo era o técnico da Portuguesa. Final do jogo:
E nós saímos cantando: ah! é! ih! vai ter que me engolir!
Volta três anos antes, acho que o Brasil inteiro, tirando os gremistas, torceu para a Lusa contra o Grêmio na final do Brasileirão. O Zé Roberto já estava em campo com o time rubro verde. O imortal Zé Roberto.
Lembro dos meus primos Igor e Iuri(sãopaulinos) comprando as camisas da Lusa e indo à final no Morumbi.
Desde que me tornei fã de futebol, sempre quis conhecer o Canindé. Na última sexta-feira eu fui.
Em tempos de Arenas, ingressos mais caros do que um carro, gostei de pagar 20 pilas pelo ingresso.
Fui de metrô. Desci na estação Portuguesa-Tietê. Achava que era um pouquinho mais perto do metrô. Eu ando(gosto de andar) bastante. Porém, na volta, me pareceu bem mais perto.
Como decidi de última hora, foi bem assim: estava no trono, peguei o celular e comecei a olhar se havia algum jogo da Portuguesa naquele dia. Tinha. Era cinco da tarde, o jogo começava às 19:15. Corri, por isso achei longe na ida. Não sabia como seria. Fácil pra comprar o ingresso? Iriam descobrir que sou palmeirense? Sentaria onde? Em qual parte do estádio?
Depois de atravessar a ponte, embaixo a Marginal e o rio Tietê, comecei a chegar perto do estádio. Como não gosto de ficar andando pro lado errado, eu sempre pergunto, posso perguntar umas 10 vezes até chegar no local, não tenho vergonha, pior é não perguntar(sou macho) e ficar se perdendo a vida toda. Passou um cara com a camisa da Lusa, o indaguei se eu estava no sentido certo, "vem comigo".
Pronto, me ferrei. Ou dei uma sorte tremenda. O cara era conselheiro da Portuguesa. Uma pessoa muito bacana. Às vezes, essa minha mania de fazer amizade facilmente, acaba me irritando, tem vezes que não quero falar com ninguém( dei uma pausa no texto e fui levar o Bill passear, nessas horas quero que ele possa mijar nos postes sem ninguém enchendo o saco).
O conselheiro do time do Canindé me perguntou: " pode falar a verdade, você é torcedor do Sertãozinho, não é? ". Era o time adversário da Portuguesa. Eu disse que não. Estava vindo do interior assistir esse jogo.
"Ah, você é o fulano de Serra Negra que tem um programa na rádio?". Também não.
Eu não sei o que ele achou que eu era. Se ficou desconfiado, se achou que eu era fanático pela Lusa. Ele foi me apresentando para todos os lusitanos e dizendo que eu tinha vindo do interior para assistir o jogo. Quando eu percebi, eu já era "o caipira."
Esse conselheiro me apresentou o estádio, me fez conhecer a moça do bar, os velhinhos torcedores da Lusa,a senhora vendedora (a pioneira) das camisas da Portuguesa, o antigo juiz Edmundo Lima Filho estava por lá também com a camisa da Portuguesa. Uma das primeiras vezes que fui ao estádio, eu entrei com o time do Palestra em campo. Meu pai era amigo desse árbitro. Eu não lembro. Me recordo do velho me falando:"olha, filho, você está do lado do Evair, olha o Edmundo aí...". O conselheiro continuava me mostrando as dependências do Canindé. "Aqui havia várias quadras de tênis, várias piscinas olímpicas, tudo abandonado".
Me mostrou a padroeira do time ,Nossa Senhora da Conceição, fez várias críticas a direção da Lusa. Comentou que normalmente no estádio é bem tranquilo, "apanhei uma vez só; era Portuguesa X Vasco, tinha uns manchas juntos com a torcida do Vasco, apanhei feio, eu e um primo que veio do interior". Ainda bem que não disse que era palmeirense.
Leões da Fabulosa são uns imbecis, em sua visão.
Comprei o ingresso, R$20,00, para na sequência, o irmão português falar que eu poderia ter pago mais barato- porra, você compra comigo, tenho desconto.
Ivair - O Príncipe estava por lá, entrando de cadeira de rodas. Mais uma coincidência das brabas- eu cresci com o meu babbo falando desse jogador.
Pois bem, depois de estar me sentindo estranho pra cacete ali, conversando com vários torcedores sobre as escalações clássicas da Portuguesa, tomei um copo de cerveja, me despedi dos "novos amigos", agradeci o conselheiro( reitero: valeu mesmo, você é um cara muito bacana, só não me chama pro CarnaUOL), chegou a hora d'eu ficar um pouco sozinho e aproveitar o meu tempo num estádio que eu nunca havia pisado antes.
Todavida eu gostei de chegar cedo nos estádios. Gosto do vazio. Gosto do silêncio. E ir a um estádio pela primeira vez e sentir isso é indescritível.
Estádio sem ninguém, eu como "era do interior" me lembrei mais ainda dos estádios do interior.
A torcida da Lusa foi chegando. Em uma sexta-feira às 19:15, com transmissão pelo Sportv, 1.500 torcedores foram heroicos em assistir esse jogo pela segunda divisão do Paulista.
Que saudade dos jogos no velho Palestra. Os vendedores do verdadeiro amendoim estavam no Canindé. Ganhei vários de graça! Hoje em dia nas arenas nem a água da chuva é gratuita.
O legal no estádio da Lusa é que os torcedores em cada tempo assistem os jogos de um lado. Ficam atrás do gol que o time está atacando. É sensacional ver os torcedores caminhando e cantando nos intervalos.
Eu fiquei arrepiado quando começou o cotejo, não sei o que foi, mas me senti extremamente feliz ali. Assistir um jogo num estádio e sem a pressão e o nervosismo por não ser o seu time do coração, é de um alívio enorme.
Pretendo fazer mais vezes isso.
Sacando os torcedores rubro-verdes, eu me dei conta que torço para um time afortunado. Como é sofrido ser torcedor desses times que um dia já foram Gigantes, a Lusa chegou a dividir torcida com os quatro grandes de SP. Ainda bem que nessa partida, a equipe venceu, e eu consegui assistir e até vibrar com o único gol do jogo.
Cansei de ver o VT-será que alguém dessa nova geração sabe o que é VT?!- de uma partida que o Edmundo marcou um dos mais belos gols feitos pelo Parmera.
Eu era moleque, não tinha a noção completa do que era o futebol, mas vira e mexe eu pegava o vhs do meu pai e assistia esse jogo:
Como alguém pode fazer um gol tão bonito? Imagina para um garoto de 11 anos ver isso?
Outro jogo na minha memória. Esse eu tava no estádio. Antes de começar o jogo, meu pai bateu com o joelho na cadeira da numerada descoberta do antigo Palestra Itália e quase que desmaia.
O maravilhoso comentarista da rede Globo, Paulo Cesar de Oliveira, adorava o verdão. Nesse jogo ele deu 3, eu falei TRÊS PENAIS pra Lusa contra o Palmeiras em pleno Parque Antártica. O Velho Lobo Zagallo era o técnico da Portuguesa. Final do jogo:
E nós saímos cantando: ah! é! ih! vai ter que me engolir!
Volta três anos antes, acho que o Brasil inteiro, tirando os gremistas, torceu para a Lusa contra o Grêmio na final do Brasileirão. O Zé Roberto já estava em campo com o time rubro verde. O imortal Zé Roberto.
Lembro dos meus primos Igor e Iuri(sãopaulinos) comprando as camisas da Lusa e indo à final no Morumbi.
Desde que me tornei fã de futebol, sempre quis conhecer o Canindé. Na última sexta-feira eu fui.
Em tempos de Arenas, ingressos mais caros do que um carro, gostei de pagar 20 pilas pelo ingresso.
Fui de metrô. Desci na estação Portuguesa-Tietê. Achava que era um pouquinho mais perto do metrô. Eu ando(gosto de andar) bastante. Porém, na volta, me pareceu bem mais perto.
Como decidi de última hora, foi bem assim: estava no trono, peguei o celular e comecei a olhar se havia algum jogo da Portuguesa naquele dia. Tinha. Era cinco da tarde, o jogo começava às 19:15. Corri, por isso achei longe na ida. Não sabia como seria. Fácil pra comprar o ingresso? Iriam descobrir que sou palmeirense? Sentaria onde? Em qual parte do estádio?
Depois de atravessar a ponte, embaixo a Marginal e o rio Tietê, comecei a chegar perto do estádio. Como não gosto de ficar andando pro lado errado, eu sempre pergunto, posso perguntar umas 10 vezes até chegar no local, não tenho vergonha, pior é não perguntar(sou macho) e ficar se perdendo a vida toda. Passou um cara com a camisa da Lusa, o indaguei se eu estava no sentido certo, "vem comigo".
Pronto, me ferrei. Ou dei uma sorte tremenda. O cara era conselheiro da Portuguesa. Uma pessoa muito bacana. Às vezes, essa minha mania de fazer amizade facilmente, acaba me irritando, tem vezes que não quero falar com ninguém( dei uma pausa no texto e fui levar o Bill passear, nessas horas quero que ele possa mijar nos postes sem ninguém enchendo o saco).
O conselheiro do time do Canindé me perguntou: " pode falar a verdade, você é torcedor do Sertãozinho, não é? ". Era o time adversário da Portuguesa. Eu disse que não. Estava vindo do interior assistir esse jogo.
"Ah, você é o fulano de Serra Negra que tem um programa na rádio?". Também não.
Eu não sei o que ele achou que eu era. Se ficou desconfiado, se achou que eu era fanático pela Lusa. Ele foi me apresentando para todos os lusitanos e dizendo que eu tinha vindo do interior para assistir o jogo. Quando eu percebi, eu já era "o caipira."
Esse conselheiro me apresentou o estádio, me fez conhecer a moça do bar, os velhinhos torcedores da Lusa,a senhora vendedora (a pioneira) das camisas da Portuguesa, o antigo juiz Edmundo Lima Filho estava por lá também com a camisa da Portuguesa. Uma das primeiras vezes que fui ao estádio, eu entrei com o time do Palestra em campo. Meu pai era amigo desse árbitro. Eu não lembro. Me recordo do velho me falando:"olha, filho, você está do lado do Evair, olha o Edmundo aí...". O conselheiro continuava me mostrando as dependências do Canindé. "Aqui havia várias quadras de tênis, várias piscinas olímpicas, tudo abandonado".
Me mostrou a padroeira do time ,Nossa Senhora da Conceição, fez várias críticas a direção da Lusa. Comentou que normalmente no estádio é bem tranquilo, "apanhei uma vez só; era Portuguesa X Vasco, tinha uns manchas juntos com a torcida do Vasco, apanhei feio, eu e um primo que veio do interior". Ainda bem que não disse que era palmeirense.
Leões da Fabulosa são uns imbecis, em sua visão.
Comprei o ingresso, R$20,00, para na sequência, o irmão português falar que eu poderia ter pago mais barato- porra, você compra comigo, tenho desconto.
Ivair - O Príncipe estava por lá, entrando de cadeira de rodas. Mais uma coincidência das brabas- eu cresci com o meu babbo falando desse jogador.
Pois bem, depois de estar me sentindo estranho pra cacete ali, conversando com vários torcedores sobre as escalações clássicas da Portuguesa, tomei um copo de cerveja, me despedi dos "novos amigos", agradeci o conselheiro( reitero: valeu mesmo, você é um cara muito bacana, só não me chama pro CarnaUOL), chegou a hora d'eu ficar um pouco sozinho e aproveitar o meu tempo num estádio que eu nunca havia pisado antes.
Todavida eu gostei de chegar cedo nos estádios. Gosto do vazio. Gosto do silêncio. E ir a um estádio pela primeira vez e sentir isso é indescritível.
Estádio sem ninguém, eu como "era do interior" me lembrei mais ainda dos estádios do interior.
A torcida da Lusa foi chegando. Em uma sexta-feira às 19:15, com transmissão pelo Sportv, 1.500 torcedores foram heroicos em assistir esse jogo pela segunda divisão do Paulista.
Que saudade dos jogos no velho Palestra. Os vendedores do verdadeiro amendoim estavam no Canindé. Ganhei vários de graça! Hoje em dia nas arenas nem a água da chuva é gratuita.
O legal no estádio da Lusa é que os torcedores em cada tempo assistem os jogos de um lado. Ficam atrás do gol que o time está atacando. É sensacional ver os torcedores caminhando e cantando nos intervalos.
Eu fiquei arrepiado quando começou o cotejo, não sei o que foi, mas me senti extremamente feliz ali. Assistir um jogo num estádio e sem a pressão e o nervosismo por não ser o seu time do coração, é de um alívio enorme.
Pretendo fazer mais vezes isso.
Sacando os torcedores rubro-verdes, eu me dei conta que torço para um time afortunado. Como é sofrido ser torcedor desses times que um dia já foram Gigantes, a Lusa chegou a dividir torcida com os quatro grandes de SP. Ainda bem que nessa partida, a equipe venceu, e eu consegui assistir e até vibrar com o único gol do jogo.
Thursday, September 15, 2016
Minha Independência
De todas as derrotas que eu vi no estádio contra o São Paulo.
De todas as vezes que eu não via graça em ganhar do Corinthians, o que eu queria era ganhar do São Paulo. Pergunte para o Oberdan Cattani ( se ele tivesse vivo, ele teria sorrido ), pergunte ao meu avô Vicente, ao meu pai Vicente , ao Galuppo, ao Barneschi, ou a mim mesmo que desde a época da escola não parou de ouvir dos amiguinhos sãopaulinos que o seu time era bicampeão da Libertadores e Mundial.
Daquela vez que fomos eliminados por cartão amarelo, pois é... eu estava lá.
Do 1x1 heroico do Palmeiras em uma Libertadores, de uns 5 x1 , meu primo Guigo que estava comigo diz que foi 4x1-ah ,menos mal-, em um nada saudoso campeonato Paulista.
Do gol do Cicinho de fora da área, Libertadores 94, 2005 e 2006.
Do gol do Cicinho de fora da área, Libertadores 94, 2005 e 2006.
Eu aguentei tudo isso. E nunca tinha visto uma vitória no estádio contra o São Paulo.
Parecia uma sina que não ia acabar nunca. Tá certo que sou um cara que não vou a muitos jogos, até gostaria de ir mais, mas como a vida é sempre atribulada, não consigo. E o Palmeiras a bem da verdade, machuca muito a gente. Se a sua vida está errada, o Palmeiras não vai amenizar, ele vai te colocar na mais divertida depressão.
Pra mim, o ano de 2012 foi o mais louco possível: meu pai doente, Palmeiras campeão da Copa do Brasil, o título que mais chorei, fui para New Jersey assistir o Bruce, e o Palmeiras no final do ano foi rebaixado.
O Palmeiras nunca dá uma folga para nós .
O Palmeiras nunca dá uma folga para nós .
O Palmeiras é aquele amigo que sempre vai dar uma quebrada no seu ânimo: " mas como assim você comprou esse carro? É péssimo !
Essa mulher que você está namorando... já deu para o Joãzinho, é aquele serial killer do bairro" .
Essa mulher que você está namorando... já deu para o Joãzinho, é aquele serial killer do bairro" .
Mas quando o Palmeiras vence...
Nada mais importa. Por alguns dias aquela torcida sofrida vai poder bater no peito e dizer que irá pintar a cidade de verde e branco.
Ontem o meu dia começou inusitado:
Há quanto tempo eu não ia no estádio? A última (e primeira na nova arena) vez foi no começo do ano passado num amistoso contra os chineses. Time do Vágner Love e do Cuca (será?). Depois fui na festa que os palestrinos fizeram antes da final da Copa do Brasil 2015. Eu não fui no jogo, mas precisava estar na comunhão palmeirense, o corredor verde antes do jogo. É parece que deu certo: fomos campeões.
Há quanto tempo eu não ia no estádio? A última (e primeira na nova arena) vez foi no começo do ano passado num amistoso contra os chineses. Time do Vágner Love e do Cuca (será?). Depois fui na festa que os palestrinos fizeram antes da final da Copa do Brasil 2015. Eu não fui no jogo, mas precisava estar na comunhão palmeirense, o corredor verde antes do jogo. É parece que deu certo: fomos campeões.
Então, faça as contas aí, meu chapa, fazia muito tempo que eu não ia no belo Allianz Parque.
Voltando ao início do meu dia, meu primo(Kaká) sãopaulino, não é o jogador, fez uma festa de aniversário, e quem estava na festa? O presidente do São Paulo , Leco.
O Leco é amigo da minha família há muitos anos. Ele foi síndico do condomínio no interior de sp , onde a minha família tem casa . Isso há muito tempo. Quando os dinossauros caminhavam sobre a Terra.
O Leco é amigo da minha família há muitos anos. Ele foi síndico do condomínio no interior de sp , onde a minha família tem casa . Isso há muito tempo. Quando os dinossauros caminhavam sobre a Terra.
Eu como tenho essa besta mania de ser muito sincero , comentei com todos que nunca havia visto uma vitoria do Palmeiras frente ao São Paulo in loco.
Pronto, virei a chacota da festa, tudo com bom humor, diga-se de passagem. Mal sabem eles que numa certa ocasião comprei um ingresso do choque-rei, não fui e o Palmeiras ganhou, gol de Itamar. Veja você... No Morumbi .
Ontem, quando o São Paulo fez o primeiro gol , tudo isso estava em minhas costas . A minha vontade era pegar um bonde e voltar para uma época que o Palestra Itália ganhava do São Paulo.
Me deu uma vontade tremenda de sair do lugar onde eu estava no estádio.
Hoje não! Hoje não! Hoje de novo?! Não!
Se perder essa partida , eu quero que se foda esse campeonato, dane-se o título, dane-se! Bando de incompetentes! Cuca burro! Mexe aí !
Olha a seleção (e o cara da seleção) que você tem no banco...
Olha a seleção (e o cara da seleção) que você tem no banco...
E saiu o gol do Mina! Eu nem acreditei. A gente se acostumou a ser derrotado. "O que eu vou dizer lá em casa ?" . Já diria o sãopaulino narrador Sílvio Luiz.
Repita comigo no replay, saiu o gol!
Eu gritei, berrei, vi aqueles pontinhos pretos, tudo piscando,
eu já sabia( sabia o caralho ) que iríamos virar.
eu já sabia( sabia o caralho ) que iríamos virar.
Segundo gol. Apoteose. Mais pontos pretos no céu. Ou seriam verdes?
Rouco de tanto gritar, com o pé doendo depois do chute que dei na cadeira após o primeiro e único gol do São Paulo.
Nós ganhamos!
A vitória da minha vida, até pouco tempo atrás eu já tinha entrado em parafuso, eu queria ir pra casa , agora eu tenho certeza que seremos campeões.
Em 2012 eu chorei com o título.Porque eu achava que nunca mais veria o Palmeiras campeão.
Em 2016, meu avô está no hospital, mais uma semelhança com 2012.
São 21 anos sem o título brasileiro.
Dia 7 de setembro , o dia que vi minha famiglia, o dia que encontrei meu amigo Mateus Carrieri , o dia que deixei de ser pé frio e vou colocar junto com os títulos que assisti no estádio: Campeonato Brasileiro 93,Copa do Brasil 98, Copa Mercosul 98 e tantas vitórias inesquecíveis, eu vou colocar o título do brasileirão 2016
E mesmo se não vier , o dia 7/9/16 foi o meu dia da libertação.
Thursday, January 21, 2016
Um homem caminha, ele ouve um estampido
Ele olha para o céu
Flashback
Lembra do dia que a conheceu
Ele não era mais o mesmo
Ele se ajoelha
Pede perdão
Mas não há mais tempo
Os tiros já vieram
E o acertaram
No único lugar onde ele ainda estava são.
https://www.youtube.com/watch?v=3FgBFxEB8kg
Ele olha para o céu
Flashback
Lembra do dia que a conheceu
Ele não era mais o mesmo
Ele se ajoelha
Pede perdão
Mas não há mais tempo
Os tiros já vieram
E o acertaram
No único lugar onde ele ainda estava são.
Monday, January 18, 2016
POR UMA NOITE ESPETACULAR
( No Escorpiões Moto Clube, ao final do show, todas as bandas foram fotografadas por Felipe Muniz)
Era uma vez um menino. Esse menino gostava de rock and roll. Esse menino respirava rock and roll.
Ele teve várias bandas, ele cresceu, amadureceu e envelheceu no rock and roll.
Quem está de fora, acha que o roqueiro só tem felicidade no seu dia-a-dia(?), os enxeridos ficam vendo as fotos, a adrenalina estampada no coração dos jovens cabeludos e imagina uma vida sem responsabilidade, sem eira nem beira, sem família e sem futuro.
É aí que 99% das pessoas se enganam. O roqueiro brasileiro precisa é ralar muito para poder no final de semana ter algumas horas de satisfação e prazer.
A sua tribo é aquela do final de semana. No restante da semana, ele sobrevive, aguentando as mesmas piadinhas eternas, o mesmo sermão sobre o rock and roll ser do capeta, as mesmas perguntas sobre a sua tatuagem e qual será o seu futuro.
Existe o menino que aprendeu a amar o rock and roll, ele começou a trabalhar pela sua região, pela cena roqueira do seu bairro. Ele enfrentou Deus e o Diabo para realizar os eventos, ele colocou várias bandas em seu primeiro show, como por exemplo, a banda Liférika, que abriu o evento realizado em prol do músico e produtor de shows, Shampoo.
A casa do Shampoo foi devastada pela enchente que assombrou Taboão da Serra no último mês. As bandas Muqueta na Oreia, Liférika, Endigna e Santa Zona resolveram organizar um evento para arrecadar uma grana para o Shampoo.
O concerto, realizado no último sábado, dia 16 de janeiro, teve um excelente público. O roqueiro sabe que é importante ajudar quem todavia esteve ali pelos seus. Com várias rifas e grandes prêmios sorteados, o evento foi um sucesso.
Quem abriu os trabalhos foi a banda Liférika, despejando seu rock and roll com pitadas de Chuck Berry, punk 77( mas o primeiro disco dos Ramones é de 76, já diria o baixista do Liférika) e rock nacional. O ponto alto do show , o discurso do vocalista Diego soltando o verbo:"Shampoo... Shampoo(apontando para o Shampoo)... Shampoo... você é foda!".
Após a primeira troca de palco, os integrantes das bandas começaram a se ajudar para realizar o bingo. Ramires(vocalista do Muqueta na Oreia) pegou o microfone e começou a brincar e berrar os números-chegou uma hora que os fãs da bandas acharam que ele não teria voz no show do Muqueta, mal sabem eles...- informava sobre os prêmios e ainda tirava sarro daqueles que não acertavam um número:"cheguem mais perto do palco, quem está aí no fundão, está com a energia negativa", entre outras pérolas anunciadas no Bingo da Amizade( salve Hermes e Renato).
A próxima banda a se apresentar no S.O.S Shampoo( nome do evento beneficente), SantaZona, mandou o seu habitue estilo cascudo inspirado nas bandas de rock & roll, tais como: Black Crowes, riffs de Black Sabath e o jeito único de seu vocalista, José Dutra, um MC do Rock and roll, com a sua indefectível camisa da banda La Coka Nostra e o boné do AC/DC.
Já era tarde da noite, quando o Endigna entrou no palco com a fúria de sempre. A banda está com uma nova formação, Victor Rocha é um guitarrista bem técnico e com um excelente feeling, ainda está se adaptando ao estilo Endigna- não é fácil
Para encerrar a noite em grande estilo, a banda mais famosa da região: os embuenses do Muqueta na Oreia. É impressionante o que eles fazem no palco;só quem já presenciou um show dessa banda, sabe que existe o Antes e Depois de ter visto os caras em ação. É uma maravilha do som pesado, uma obra-prima pra quem gosta de metal pauleira( já diriam os entendidos). Tocaram algumas músicas que há tempos estavam fora de seu repertório, como a "Sem Medo de Morrer", e uma cover do Pantera, "Cowboys From Hell", levando o público ao delírio. A sintonia entre a plateia e a banda estava perfeita, fazendo com que o vocalista Ramires destruísse o seu surdo(instrumento de percussão), tamanha a vontade em corresponder a energia da galera. Esse ano a banda lança o tão aguardado terceiro disco, e promete uma turnê pelo Brasil, começando o primeiro capítulo em fevereiro, se apresentando no Palco do Rock, em Salvador, na Bahia.
Ainda restava A surpresa da noite: as quatro bandas uniram-se para prestar uma linda homenagem ao Shampoo. Executaram uma música composta pelas bandas chamada "Shampoo", para a emoção genuína do homenageado.
Foi um maravilhoso evento, a prova viva que o roqueiro, o headbanguer, o metalhead, seja lá qual for o nome que a mídia irá dar, gosta de esquecer os seus problemas, gosta de ajudar os irmãos, independente da sua religião, o menino, o garoto, o adolescente, e o homem, toda vez que olha para um pôster do Lemmy Kilmister, um pôster do David Bowie , ele deseja que todas as suas noites sejam espetaculares ao som do seu amor eterno: o rock and roll.
Wednesday, November 25, 2015
A PERSISTÊNCIA DO ROCK AND ROLL
O rock and roll é só uma fase, vai passar. O rock and roll está morto. Você quer conhecer umas meninas? Você tem que ir a um show de sertanejo.
Vocês já devem ter ouvido essas frases ao longo da vida. Vocês que não desistiram de montar uma banda de rock and roll. "Isso dá dinheiro? Vai trabalhar, vagabundo", quem nunca ouviu isso, na verdade, nunca teve uma banda de rock and roll.
Enquanto existir alguns moleques com o espírito de arrancar suas vísceras todas as noites em cima do palco, do outro lado vão existir fãs encharcados de suor, com a alegria estampada no peito após presenciarem sua banda predileta dar o sangue em guitarra, baixo e bateria.
Nesse meio, nesse cenário do rock brasileiro, você vai cair em vários contos do vigário, um homem de sorriso fácil vai lhe prometer mundos, e o máximo que ele vai te devolver será um enorme sinto muito. Aquele cachê que você está esperando receber desde 2001, aquela promessa do melhor produtor do país, foi mais uma vez enviada para a lixeira de seu computador.
E qual é a força que te faz prosseguir? Eu não tenho banda, nunca tive, mas acho que não deve ter sensação melhor na vida do que ver o público cantar uma música que você criou, VOCÊ, você que estudou noites sem parar aquele mesmo acorde, deixou de fazer uma pá de coisas, gastou dinheiro em instrumentos e muitas vezes teve que se virar com um pão com manteiga. Não deve ter sensação melhor na vida do que lançar o primeiro disco.
Então é isso. O nome deles é Liférika, e eles fazem rock and roll!
Vocês já devem ter ouvido essas frases ao longo da vida. Vocês que não desistiram de montar uma banda de rock and roll. "Isso dá dinheiro? Vai trabalhar, vagabundo", quem nunca ouviu isso, na verdade, nunca teve uma banda de rock and roll.
Enquanto existir alguns moleques com o espírito de arrancar suas vísceras todas as noites em cima do palco, do outro lado vão existir fãs encharcados de suor, com a alegria estampada no peito após presenciarem sua banda predileta dar o sangue em guitarra, baixo e bateria.
Nesse meio, nesse cenário do rock brasileiro, você vai cair em vários contos do vigário, um homem de sorriso fácil vai lhe prometer mundos, e o máximo que ele vai te devolver será um enorme sinto muito. Aquele cachê que você está esperando receber desde 2001, aquela promessa do melhor produtor do país, foi mais uma vez enviada para a lixeira de seu computador.
E qual é a força que te faz prosseguir? Eu não tenho banda, nunca tive, mas acho que não deve ter sensação melhor na vida do que ver o público cantar uma música que você criou, VOCÊ, você que estudou noites sem parar aquele mesmo acorde, deixou de fazer uma pá de coisas, gastou dinheiro em instrumentos e muitas vezes teve que se virar com um pão com manteiga. Não deve ter sensação melhor na vida do que lançar o primeiro disco.
Então é isso. O nome deles é Liférika, e eles fazem rock and roll!
Monday, November 23, 2015
UMA FEIRA PARA TODOS OS GOSTOS

A 16 Feira de Cultura de Embu das Artes foi realizada no último domingo(22), e contou com a presença de um público estimado em 2 mil pessoas.
O evento apresentou diversos palcos musicais, com estilos que iam desde o forró, passando pelo rock, até o eletrônico.
Diversas barracas de comidas, muitas opções para o público se esbaldar: balas de coco, cachorro-quente, carne louca, acarajé, bebidas indianas, entre outras milhares de especiarias.
Acompanhamos o palco rock, a primeira banda a se apresentar, foi uma de white metal, nada contra o estilo, mas parecia não combinar muito com o evento, e com a proposta do palco rock. No ano passado, tivemos um palco só dedicado a essa vertente dentro do metal.
O Liférika, banda residente de Taboão da Serra, entrou no palco com seu arsenal de rock and roll, apresentando as músicas do seu primeiro trabalho, e algumas covers bem interessantes, "Bete Morreu", do Camisa de Vênus, "Helter Skelter" do Beatles, e uma outra canção dos Rolling Stones.
Liférika em ação
A banda estava muito ansiosa por tocar pela primeira vez na Feira de Cultura, e por ter sua família prestigiando o evento. Não se deixaram abalar e executaram um show primoroso.
Ternoff, outra banda do Taboão, tocou músicas do seu ep, baladas que fariam os fãs do Pearl Jam aplaudirem sem dó. A banda tocava uma cover da banda citada na última frase, e enquanto isso, o público tentava se proteger da chuva. Caía o mundo, mas mesmo assim os roqueiros não arredavam o pé.
Santa Zona, já entrou chutando tudo, com a galera nas mãos, cantando todas as músicas, a banda de Zé Zona e Cia não tem nenhum defeito. Repare no baixista, Alexandre, preste atenção no guitarrista Renê, fique olhando para o animal na batera, Mário, não tem "quaisquaisquais" não tem papagaiada, é rock and roll contagiante, enérgico, letras contra o politicamente correto, um ode ao lema sexo, drogas e rock and roll. Como disse o vocalista José Dutra:" é disso que o rock está precisando, chega de alisar... vamos pra porrada!".
SantaZona ao vivo
Endigna, também do Taboão, era a banda mais pesada do dia. Influências de Sepultura, Pantera( eles fizeram uma releitura de "Walk" da banda texana), Claustrofobia,entre outras bandas nacionais, e com letras em português, não deixou o público de Embu respirar. Thais, vulgo BabyDrunk, detona no gutural sem misericórdia. Como ela consegue cantar assim desde os 15 anos-essa é a pergunta?
A vocalista ficou muito emocionada ao perceber seu pai no meio da multidão, era a primeira vez que ele assistia a um show da filha, e estava também muito comovido. Sua filha bradou à todos os ventos que o amava e em seguida mandou um metal de estourar os tímpanos pra galera. Nada melhor que isso.
Vamos torcer para que a banda acerte os problemas internos, pois, houve uma troca de integrantes, os fã do Endigna estão cada vez mais sedentos.
É muito importante eventos como esse, para ajudar, incentivar a população a ter um pouco de cultura, ao invés de ligar a televisão e ficar bitolado pelas notícias que são nos impostas.
Parabéns, Embu! Nos encontramos no próximo ano.
Thursday, November 19, 2015
A não ser um sonho...
Você tem um coração bom, mas fez escolhas erradas. Ou eram as únicas escolhas possíveis.
Você tem um coração bom, mas escolheu sangrar. Você tem um coração bom, mas preferiu escolher os amigos e a sua família. Em um mundo onde é bonito arrancar fora o coração e morrer a cada duas horas.
É possível desistir no meio do Tsunami?
Você tinha um sonho, você tentou a sorte em outra cidade, você tinha uma boa garota, um filho, um emprego e um pai para cuidar.
Ao entrar no estádio do seu time do coração, você lembrou que não tinha mais nada...
Você tem um coração bom, mas escolheu sangrar. Você tem um coração bom, mas preferiu escolher os amigos e a sua família. Em um mundo onde é bonito arrancar fora o coração e morrer a cada duas horas.
É possível desistir no meio do Tsunami?
Você tinha um sonho, você tentou a sorte em outra cidade, você tinha uma boa garota, um filho, um emprego e um pai para cuidar.
Ao entrar no estádio do seu time do coração, você lembrou que não tinha mais nada...
Friday, November 13, 2015
ARREBENTANDO A CIDADE!
Foto: Mila Pinheiro
No último domingo(8/11), conferimos a banda Válvera no Espaço Som, na Teodoro Sampaio.
Um lugar bem legal, com uma excelente acústica, e uma ótima localização, perto do metrô Clínicas, em São Paulo.
O evento começou por volta das 17 horas.
A primeira banda à subir no palco foi a banda de hardcore, Articulados. Executam uma boa "mistureba" desses estilos. Com o guitarrista devidamente trajando a camiseta do Suicidal Tendencies, e o vocalista berrando igual a um animal. Sua postura lembrou um pouco Gref Graffin do Bad Religion. O final, com a cover matadora de "Sabotage" dos Beastie Boys foi a prova de que a banda escolhe muito bem suas influências.
A próxima banda a se apresentar, já dispensa apresentações. O Válvera lançou seu primeiro disco há pouco tempo, mas a cada show, eles estão subindo de patamar.
(Antes de começar o show do Válvera, nos autofalantes estava rolando Metallica, não poderia ser trilha sonora perfeita para a banda fanática pelo Metallica, ao ser indagados se foram eles os responsáveis por escolher as músicas do Metallica, eles falaram que não, mas se um dia tivessem que escolher, seria exatamente esse som a trilha sonora antes da banda entrar ao palco)
Começaram arregaçando tudo com "Pra Baixo dos Pneus", título do seu primeiro videoclipe . Na sequência, "Hora do Show" agradou até as crianças que estavam no recinto, em cima do palco, e circulando tranquilamente em um evento de rock 'n' roll.
"O Céu Pode Esperar" veio chacoalhando todos, com um ótimo refrão sendo cantado pelos backing vocals de Rodrigo Torres.
A próxima canção da banda, "O Miserável" começa com uma linda introdução de baixo de Jesiel, relembrando os bons tempos do Iron Maiden.
Uma banda que sabe executar e realizar uma música, construindo- a de uma forma que lhe faça querer escutar mais uma vez, assim é o Válvera na música "Sangue e Ouro". Glauber Barreto é um frontman de mão cheia, e Vini( batera) é uma das revelações desse instrumento em 2015.
"Extinção" , a primeira música disponibilizada pelo quarteto na internet, com o lyric video, é uma porrada sem fim. Atente-se a letra, onde o guitarrista Rodrigo desenvolveu a letra após passar em uma estrada escura, numa noite macabra. Marcante!
Pra fechar o show, a música que dá nome ao disco, "Cidade em Caos", fazendo mais uma vez quem esteve presente em um show do Válvera, agradecer por ter visto essa hecatombe.
Se você nunca assistiu um show da banda, você não sabe o que está perdendo.
Friday, November 06, 2015
LIFÉRIKA!

Power trio. Nada mais clássico do que uma banda de rock and roll com três integrantes.
Power trio. Guitarra, baixo e bateria.
Power trio. Eles vieram do Taboão, e fazem um rock and roll poderoso.
Power trio. Estão lançando o seu primeiro álbum, que leva o mesmo nome da banda, Liférika.
Power trio. Diego Alves, um guitarrista de primeira, você percebe quando o cara é bom, assim que ele liga o seu instrumento, o som que sai da sua guitarra é de cair o queixo. Nos shows, o cara canta com raiva, as veias aparecendo, da estirpe de Bruce Springsteen, Brian Fallon e Joe Strummer.
Power trio. Adriano Nascimento é um discípulo dos grandes baixistas de punk. Seu instrumento e seus backing vocals são da escola de Matt Freeman do Rancid. Estão em ótima companhia, não é mesmo?
Power trio. Caul SP-batera, é ligado nas bandas mais hardcore, mas nem por isso deixa de ter um ótimo entrosamento com os outros dois integrantes da banda. Sua marcação nas músicas é certeira, lembrando os bons tempos dos Ramones.
Vamos dissecar faixa a faixa do disco:
Em Sã Consciência: Você já deve ter passado por isso, ou conhecido alguém que teve um relacionamento completamente maluco. Onde a saída mais próxima é o manicômio. Uma grande faixa de abertura de um álbum, o grito de "uhuuu" permanece na sua mente, e o refrão também. Procure o videoclipe, é uma obra-prima underground.
Brincando com a Sorte: Uma história de amor em formato rock and roll, cuidado com as feministas! É melhor terminar um relacionamento antes que seja tarde demais...
Ao Velho Mundo: Às vezes parece que nos relacionamos com atores/atrizes que desempenham vários papéis durante o ano, e nunca sabemos qual é o verdadeiro. "Ao Velho Mundo, bye bye", uma frase que faz sentido se você quer pegar o trem mais rápido possível e ir sem nunca mais voltar.
Meu Amigo: Os amigos. Alguns ficam pelo caminho. Alguns desistem de seus sonhos, alguns dão muita mancada. Seguir uma vida comum ou embarcar na estrada do rock & roll? São poucos que resolvem encarar a vida olhando na cara do furacão e solando sem parar...
Cilada: A canção mais marcante, pelo menos pra mim, um refrão matador, quando você menos esperar, estará gritando:" não adianta me provocar, nessa cilada eu não caio mais..."
Memórias: Uma canção no estilo Johnny Cash, uma das influências da banda, infeliz do homem que não guarda dentro do seu coração algumas memórias que o transformaram ao longo da vida.
Agatha: Conversando com o Adriano, eu achava que essa música se referia à uma garota de programa, prestem atenção na letra:" toda noite uma emoção diferente, sempre um enredo diferente que leva ao mesmo final". Eles me falaram que não se trata de uma prostituta, e sim de um caso de algum dos integrantes da banda. Muito bom.
Alucinações: Dentro de um quarto de hotel está uma mulher e um homem. Quantas histórias existem entre os dois? Quantos fantasmas? Quantas decepções? Será que existe um final feliz?
Ao seu Lado: Casais machucam um ao outro diariamente, às vezes um relacionamento conturbado pode durar 5, 10 anos, e vocês aí na mesma, se agredindo, se ferindo, tudo isso em nome do amor?
Rua Augusta: A rua mais rock and roll de São Paulo, serve de história para uma das canções mais legais do Liférika. Quem já viveu, andou por lá, sabe que em questão de segundos, tudo pode acontecer: você pode conhecer a mulher da sua vida, você pode ter uma noite de farras, ou você pode curtir só um rock and roll e sair feliz da vida na madrugada.
Cigarros e Bebidas: Em um mundo cada vez mais careta, a banda prega a diversão. Curta a vida, ela é curta. Não se arrependa de nada , pode ser tarde. Erre, acerte, mas faça de verdade.
Chuck Berry's Blues: Pra quem ama rock 'n' roll dos anos 50, escutar uma excelente música onde o excelente vocalista berra Chuck Berry, não existe nada melhor que isso. Fecharam com chave de ouro o disco.
Obrigado, Liférika, o som de vocês nos faz ter fé no rock and roll.
Nos vemos no próximo show...
Tuesday, September 29, 2015
Dois ou Um?
Ela dizia que não sentia calor. Já eu, no meu trabalho era o único que possuía um ventilador próprio. A conheci em um bar chamado La Bombonera, justo eu que odeio o Maradona.
Ela estava com um vestido amarelo e verde. Uma mulher de vestido faz um homem entregar todas as senhas do banco, colocar a escritura da casa em nome da mulher que acabara de conhecer. Um maldito vestido. A gente é muito burro.
A garota pediu uma Pepsi Twist com gelo e limão, eu adorava refrigerante e não suportava álcool( bons tempos...), mas naquele dia resolvi pedir uma cerveja. Puta troço ruim, lembro a primeira vez que tomei, foi num puteiro lá em Maceió.
Eu e mais dois amigos. Era uma viagem de formatura do ginásio. Antes d'eu fazer supletivo, na real, sempre odiei estudar. Repeti duas vezes a sexta série, e uma o segundo colegial. Até que tomei vergonha na cara e resolvi fazer supletivo. Matei dois anos em um só. O legal desse supletivo, foi ter disputado várias partidas de ping-pong. Taí um esporte que eu era bom pra caralho. Eu ia tirando todo mundo da mesa.
Mas eu estava falando de Maceió. Eu tomei a cerva e resolvi encarar duas putas duma vez, na minha primeira vez.
João, Ricardo e eu contávamos as moedinhas para dar o preço das putas. Tiramos dois-ou-um pra ver quem seria o primeiro. Acho que na verdade, eu deixei os dois tirando par ou ímpar e resolvi ser o último. Estava cagando de medo.
Lembro de nem acreditar que a minha primeira vez iria ser com duas putas. Não me recordo se gozei, eu acho que não. O cheiro de uma das putas eu me lembro, e o peitão de uma delas.
Ao sair do puteiro, era uma casa velha, nós fomos cantando "foi num puteiro em João Pessoa". Meus amigos falavam que não era a primeira vez deles, mas eu duvido.
Comecei a discorrer sobre outros assuntos, vou voltar pra mina de vestido amarelo e verde.
Acho que não vale mais a pena.
Ela estava com um vestido amarelo e verde. Uma mulher de vestido faz um homem entregar todas as senhas do banco, colocar a escritura da casa em nome da mulher que acabara de conhecer. Um maldito vestido. A gente é muito burro.
A garota pediu uma Pepsi Twist com gelo e limão, eu adorava refrigerante e não suportava álcool( bons tempos...), mas naquele dia resolvi pedir uma cerveja. Puta troço ruim, lembro a primeira vez que tomei, foi num puteiro lá em Maceió.
Eu e mais dois amigos. Era uma viagem de formatura do ginásio. Antes d'eu fazer supletivo, na real, sempre odiei estudar. Repeti duas vezes a sexta série, e uma o segundo colegial. Até que tomei vergonha na cara e resolvi fazer supletivo. Matei dois anos em um só. O legal desse supletivo, foi ter disputado várias partidas de ping-pong. Taí um esporte que eu era bom pra caralho. Eu ia tirando todo mundo da mesa.
Mas eu estava falando de Maceió. Eu tomei a cerva e resolvi encarar duas putas duma vez, na minha primeira vez.
João, Ricardo e eu contávamos as moedinhas para dar o preço das putas. Tiramos dois-ou-um pra ver quem seria o primeiro. Acho que na verdade, eu deixei os dois tirando par ou ímpar e resolvi ser o último. Estava cagando de medo.
Lembro de nem acreditar que a minha primeira vez iria ser com duas putas. Não me recordo se gozei, eu acho que não. O cheiro de uma das putas eu me lembro, e o peitão de uma delas.
Ao sair do puteiro, era uma casa velha, nós fomos cantando "foi num puteiro em João Pessoa". Meus amigos falavam que não era a primeira vez deles, mas eu duvido.
Comecei a discorrer sobre outros assuntos, vou voltar pra mina de vestido amarelo e verde.
Acho que não vale mais a pena.
Monday, August 17, 2015
BONDADE
Pra você largar todos os vícios do seu cérebro
Pra você largar todos os seus preconceitos
Pra você largar todos os seus julgamentos
Pra você largar todas as suas manias
É uma luta constante contra as brincadeiras sem graça
É muito fácil cair no ridículo
É muito fácil dar vexame
Só é preciso existir
Pra você largar de ser cuzão
Pra você largar de ser inculto
Pra você largar de mexer no celular
E mandar as piadinhas de merda
Pra você largar de reclamar
Pra você parar de se sentir um injustiçado
Pra você deixar de ser vítima
Pra você parar de ter pensamentos negativos
Pra você parar de escrever.
Muito fácil terminar assim esse poema
vou continuar
vou continuar
e mandar você que está lendo esse blog parar seus olhos nessas palavras
e acreditar na bondade.
Pra você largar todos os seus preconceitos
Pra você largar todos os seus julgamentos
Pra você largar todas as suas manias
É uma luta constante contra as brincadeiras sem graça
É muito fácil cair no ridículo
É muito fácil dar vexame
Só é preciso existir
Pra você largar de ser cuzão
Pra você largar de ser inculto
Pra você largar de mexer no celular
E mandar as piadinhas de merda
Pra você largar de reclamar
Pra você parar de se sentir um injustiçado
Pra você deixar de ser vítima
Pra você parar de ter pensamentos negativos
Pra você parar de escrever.
Muito fácil terminar assim esse poema
vou continuar
vou continuar
e mandar você que está lendo esse blog parar seus olhos nessas palavras
e acreditar na bondade.
Thursday, June 11, 2015
São anos de beijos, e canções que fazem você levitar
São anos de socos na parede e uma alta dose de ternura
São anos de saudades desenfreadas e afastamentos obrigatórios
São anos de uma intensa dor lancinante e amedrontadora
São anos em que eu só queria ouvir a paz
São anos em que ela só queria ouvir sim
São anos de chacotas e desemprego
São anos de uma loucura que invade o peito e some com todas as peles mortas
São anos de descuido e amá-la até o dia do caminhão capotar
São anos em que a felicidade foi embora faz tempo
Mas, você queria o que, nem sempre se pode ser Deus
Mas quase sempre, os fantasmas te afastam Dele.

Você se apaixona pela menina inatingível do colégio, você se cobra demais, você sonha demais, você desperdiça as chances, ela diz que sonhou com você, você sai correndo, ela passa a mãos em seus cabelos, você dá um tapinha em suas mãos, como um cumprimento dos seus brothers, anos se passam, e até hoje você não consegue escutar certas músicas, fazem você voltar para aquele carro, na estrada, você, um headbanger, que chorava com Tim Maia e Paralamas.
Você rezava para aparecer, você rezava para ela largar todos os seus namoradinhos, você era tímido demais, você tinha espinhas demais, você suava demais.
Você se apaixonava facilmente, você consumia os filmes e os livros, com a esperança de que um dia...
Um dia, ela apareceu, e mudou a sua vida. Você não conseguia mais fazer nada sem ela, você não se lembra mais como era estar solteiro. Dez anos é tempo demais.
Você precisa dizer adeus, você precisa enlouquecer, você precisa voltar a amá-la,você precisa dar o último abraço...
Relacionamentos são como bolas de boliche no deserto.
É necessário escapar do caos cotidiano, é necessário sempre voltar pra mesma pessoa.
Simples atos que são apreciados por Deus.
Um beijo, uma mágoa e um pedido de desculpas.
Um porre controlado, e um porre cheio de ofensas.
Destruições de lares e a formação de uma família.
"Você quer ovos mexidos ou acordar sufocada de tanto amar?".
Parabéns a todos os envolvidos nessa linda peça, chamada, "Separações".
Thursday, June 04, 2015
ENDIGNA, O BOLO MAIS GOSTOSO DO MUNDO E A DEMÊNCIA
"Quem sou eu não interessa
Como também não interessa
Quem é você, interessa é saber
O que somos
Quem é você, interessa é saber
O que somos
A vida ou a morte
Coragem ou medo
Em resumo o que procuras
O paraíso ou o inferno?
Coragem ou medo
Em resumo o que procuras
O paraíso ou o inferno?
O que é mais violento
Os animais, a força da natureza? Não!
É o aprisionamento da liberdade de expressão
Sentir, ouvir e não poder falar
Os animais, a força da natureza? Não!
É o aprisionamento da liberdade de expressão
Sentir, ouvir e não poder falar
De que servem as regras,
Burocracia, sistemas e leis
Se o carrasco do poder
Degola a nossa cultura
Burocracia, sistemas e leis
Se o carrasco do poder
Degola a nossa cultura
Ah, você não se importa com o destino do mundo
És corajoso demais
Então por que tremes diante do caixão?
Seu melhor amigo evita a sepultura
Sua certa e última morada
És corajoso demais
Então por que tremes diante do caixão?
Seu melhor amigo evita a sepultura
Sua certa e última morada
Ah, temes a batalha do Armageddon
A ira do Liviatan, o apocalipse final
Mas por que esse temor
Se passastes por todos os prazeres terrenos?
Os sete pecados capitais
E todas as aberrações sexuais
A ira do Liviatan, o apocalipse final
Mas por que esse temor
Se passastes por todos os prazeres terrenos?
Os sete pecados capitais
E todas as aberrações sexuais
Hum, porque está ciente
De que não existe o terror
No entanto o terror o aprisiona
Mas o que é o terror?
Não aceita o terror porque o terror é você"
De que não existe o terror
No entanto o terror o aprisiona
Mas o que é o terror?
Não aceita o terror porque o terror é você"
(...)de pé.... de pé... de pé....(...)"
Domingueira, fui na finalíssima do festival, Girls 'N' Rock, no Manifesto Bar.
Após ter enchido o bucho no Applebee's(presente de aniversário), e visto a bela vitória do Palestra, andei até o Manifesto, embaixo de uma "friaca" e de uma garoa paulistana.
Cheguei na porta, já estava uma fila bem legal, mas valia tudo( ou quase, como diria o atual jogador do Juventus, da Mooca, Gil), para ver os meus amigos do Endigna.
Tiagão, batera da banda, foi o primeiro a me avistar, e ficou muito feliz( sua reação me deixou muito contente, valeu, mano!), fazia mó cara que não encontrava o pessoal dessa banda. Diego- um dos guitarristas, foi o segundo que eu vi, todos me zoaram, ou eu que tirei sarro deles:" seu palmeirense duma figa, foi só o seu time ganhar do Corinthians, que você apareceu...." he he).
Fiquei na "banca" da rapaziada, esperando o Manifesto lotar, e lotou! Eles haviam dito que a lotação seria máxima nesse domingo. Também, tantas bandas de meninas, uma mais garbosa do que a outra. Mas parece que as mulheres são a maioria no mundo, então.... rs.
A primeira banda que eu assisti, Modernage, me surpreendeu e muito! Tocaram algumas músicas próprias, e covers de Alanis e O Rappa. O que me pegou mesmo, foi quase ao final do show, a vocalista dizer assim:" o nosso produtor está me substituindo na guitarra, e eu estou substituindo a vocalista, que não pôde comparecer hoje...". Nunca imaginaria que a menina não era a vocalista original, só por causa disso, deveriam dar um prêmio pra essa banda.
O frio lá fora, nem fez diferença, pois, dentro da casa de shows, estava um inferno. Não conseguíamos nem nos mexer.
Dei uma força pro pessoal da Banda Endigna, Tiago Endigna, uma hora, solta essa pra mim:" você vai subir com a gente pro camarim...". Esses caras não me conhecem quando falam um negócio desse( ou me conhecem, rs), me sinto o cara mais feliz do mundo, situações como essas, que eu a minha vida toda sonhei. Ás vezes, nem sei como agir, sempre acho que estou atrapalhando.
Nesse ínterim, acompanhei o Cadu Endigna no fumódromo, e tivemos uma das conversas mais insólitas de todos os tempos, com um mano que dizia que suava como se 100 caixas de pizzas estivessem embaixo de seus braços.
Enquanto o show do Endigna não começava, fiquei trocando ideia com os integrantes do Santa Zona, Tchê( Alexandre De Castro Santazona)- nesse domingo ele ia tocar baixo com o Endigna-, e o Rene Garrido Rodriguez.
"Vamos lá, Pedrão, vamos subir pro camarim !", ajudei a carregar os instrumentos( antes rolou umas traquinagens bacanas, dentro das capas dos instrumentos)...
No camarim, outras bandas chegavam, tiravam os instrumentos, sempre com a ajuda do destemido, o maior roadie do mundo( e gente boa), Diogo Alemão Dioguinho, dentro do camarim, ainda estavam gravando o making-off do festival.
Os caras da banda me chamaram pra fazer " o momento jogo de futebol" deles, gritaram palavras de incentivo, cumprimentaram-se e invadiram o palco. Muito loko!
Antes disso, o Tiagão tinha perdido o seu tênis, procurei no porta-malas do carro do Diego, nada. Só tínhamos achado um tênis, o outro havia evaporado. Ah, sem problemas, o batera teria que tocar só com um pé.... iria ser engraçado. Até que finalmente encontramos, estava embaixo de nossos casacos, em cima da cadeira.
O Endigna tocou. Bom, não foi assim, só tocou. Eles acabaram com tudo. Eles foram a última banda da noite, todo mundo cansado - querendo saber quais seriam os premiados- eles levantaram o público do estado de torpor, pelo menos, foi isso que eu senti. Pra quem gosta de metal, com voz gutural, foi perfeito. E um pequeno detalhe: é uma vocalista, se vocês não sabem , Endigna Thais é uma das maiores vocalistas que eu vi nessa Terra. O pessoal que estava atrás de mim, não acreditou no que estava acontecendo, no que estavam presenciando. Eu já vi uns 3, 4 shows dessa banda,e toda vez me chocam.
Ao final do concerto, os jurados aplaudiram de pé. Foi mágico.
Tem que dar os parabéns ao baixista, Tchê, por combinar tanto com a banda, nos momentos finais do show, ele e a Thais ficaram fazendo uma performance digna das melhores bandas de rock do mundo.
Meus brothers levaram a medalha de bronze, foi muito da hora. Mais uma vitória do metal nacional, tão massacrado e discriminado. Querem um conselho? Próximo show do Endigna, estejam presentes. Vai fazer bem pra sua alma atormentada por viver nesse país, por sobreviver entre facadas e rosas.
Diego Endigna, no seu carro( não me perguntem qual era o carro, eu nunca sei), mesmo carro que eu tentei achar o tênis do batera, me deu uma carona pra casa( só dou trabalho pras bandas), sua amiga Michelle Tammy(risos), o casal headbanger: Thais e Tiago, também estavam no carro.
Ufa, o metal é renovado a cada dia.
Na segunda-feira, aportei no Muqueta Records, até estranhei, a gente nunca se encontra na segunda, fui pego de surpresa. Achei que as notícias não seriam tão boas.
O Demolidor( Henry Souza) levou um bolo para os aniversariantes de 28 de maio, myself e o baixista, Cris. Fomos surpreendidos novamente. A mãe do batera fez o bolo, vocês não tem ideia, o bolo mais gostoso de todos os tempos; chocolate, maracujá, pedaços de chocolate, chocolate branco, preto.... a Muquetada devorou.
Obrigado de coração, parceiro. Festa surpresa mais legal do rock and roll.
Na foto do bolo: o primeiro da direita, foi o primeiro batera do Muqueta,Victor Fernando, o famoso, Pelé.O moço é da Alemanha, tem até sotaque. Gostei de conhecê-lo.
Voltando ao título, por que demência? Porque eu acabei de ver uma homenagem feita pelo site da 89 para o Malcolm Young, é bárbaro.
É isso, se um dia eu estiver em coma, coloquem Rock 'n' Roll, bem capaz que eu acorde.



Friday, May 29, 2015
OBRIGADO, ESPN
Todo dia eu chego em casa, ou se já estou e vou ficar em casa, a primeira coisa que eu faço é ligar a tevê e colocar no canal 70, da Espn Brasil.
Se o meu plano de assinatura tivesse só esse canal, eu não me importaria. Ás vezes eu fico meses sem colocar nos canais aberto, não sinto a menor falta.
24 horas na Espn, assim diz, meu amigo Guilherme Barbosa Ratola. Uma vez saímos de casa e deixamos a tevê ligada na ESPN, pra não perder tempo ao chegar em casa e ter que ligar na Espn .Chegou uma época que a gente decorava os programas, assistia ao vivo, via as reprises, as reprises das reprises, já sabíamos até a fala dos apresentadores, comentaristas, narradores e repórteres.
Por isso, pra mim foi um aniversário inesquecível passar ao lado desses caras.
Muito obrigado ao gentleman, Osvaldo Maraucci, por me apresentar para a equipe inteira da emissora e sempre dizer para cada pessoa que eu sou jornalista e estava fazendo aniversário. Foi uma honra! Muito legal assistir um programa ao vivo, "Pelas Quadras- Em Paris", sobre o torneio de Roland Garros- eu amo tênis. Ver um dos meus ídolos do esporte, Fernando Meligeni autografando o meu livro(sua biografia, escrita em parceria com André Kfouri, que também estava no programa), foi impagável. Escutar as piadinhas no intervalo, as brincadeiras entre eles, ficar na sala de maquiagem com eles, sem palavras.
Maraucci mostrou toda a infraestrutura do canal, gigantesco! Umas 70 mil salas! É pra ficar perdido.
Conheci quase todos, um ou outro não encontrei, ou não consegui cumprimentar e tirar uma foto para a posteridade,mas nunca imaginei um dia estar na ESPN, conhecendo a redação, é arrepiante pra quem é jornalista e ama esportes.
Santista Maraucci, valeu mais uma vez! E estou pronto pra outra, rs.
Obrigado ao meu pai ( Vicente Pellegrino) por ter feito esse meio de campo(defesa e ataque), lá de Serra Negra, com o serra-negrense(rs), Maraucci, melhor presente de aniversário que esse, não existe.
Fiquei superfeliz ao ver o Canalha e o Gian citando o nome do meu pai noBate-Bola ESPN Brasil( e falando sobre a peça do Palestra), e comentando sobre o careca aqui também, pô, mais uma vez:Obrigado!
Grande abraço pra vocês.
Obs: algumas fotos só posso publicar após o dia 8 de junho, é sério, a produtora e ex-mesa-tenista Li, pode dar cabo de minha pessoa(risos).
Obs 2: Sanduíche de rosbife espetacular da padaria Real, onde os caras da Espn quase moram.
Obs 3: prometo que é a última: cheguei duas horas antes do combinado com o Maraucci, quem eu encontro na frente da Espn? O próprio Maraucci e o Mauro Cezar com a sua vespa, soltando abelhas africanas. Achei melhor não mexer com ele.













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