Desacreditei do nome dessa atriz, Roma Maffia!
http://www.imdb.com/name/
Mais uma da seção "sonhos nada normais".
Estava tocando numa banda com o Marcus D'Angelo e o Caio Vinicius Dangelo . Faziam covers de Raimundos, só que não sei como, eu que tava na batera, e o Caio também, não me recordo direito.
Aí eu viro pro Caio e falo:" eu que errei naquela música ou foi você?".
Ele:" você acertou na levada, o ritmo estava certo, viajei...".
Caramba, ganhei do batera do Claustrofobia! Só podia ser no sonho mesmo, pois não sei tocar nem aquela bateria de criança, rs.
Dar o play num filme como esse às 5 da manhã, é não querer dormir nunca mais. Filme brasuca diferente, inovador,criativo, muita, mas muita ação! Trilha sonora espetacular, desde Titãs(uma das que eu mais adoro), Matanza, passando por Tom Wa
its, Radiohead, e até essa bandinha que não vou muito com a cara, 30 Seconds To Mars, do astro Jared Leto, o som da banda de Marte combinou com o filme, e me agradou. Belo elenco. O legal que esse tipo de filme abre uma brecha no cinema nacional, chega da mesma farinha. Assistam, cuidado com as balas!
O quadro prometido de Beniamino Gigli e meu avô(quem o trouxe para o Brasil) Vicente Pellegrino. Os nomes saíram errados, mas tudo bem. Meu avô(à direita) do cantor italiano.
Duas possíveis legendas:
Dê Férias para o seu Palmeiras
Como Tem Jogador Chinelinho no Palmeiras
Havaianas by Carlos Eduardo Bianchini
Mensalão, pior que uma piada de salão. Daqui alguns anos, vai ter de novo, e podem ter certeza que ninguém vai ver o sol quadrado. País de shit.
Já encheu o saco essa história do Ganso. Ganso e Valdívia, os jogadores mais malas do futebol brasileiro. Ganso, vai para a Conchichina, vai.
Essa mulher escreve muito,http://pontadanoapendice.blogspot.com.br/
É, Serra, meu rei, acha que a população é otária:" vou largar o governo, vou ser prefeito, vou largar a prefeitura, vou ser governador... nunca vou largar um cargo pra disputar uma eleição". CHUPA!!!!! O grande problema que esse que pode ganhar, o Celso Tá Russomano é talvez pior! PT não dá mais pra votar, ou seja: um meteoro na nossa cara pode ser melhor.
Fábio Assunção me lembra o George Clooney, por fazer filmes(novelas,séries,etc) comerciais e usar o dinheiro recebido nas grandes produções para fazer filmes independentes de muita qualidade. O Fábio já fez peças de Sam Shepard, Woody Allen
.Logo mais deve estrear uma do Cormac McCarthy, parece ser brilhante. Temos no Brasil um ator com as mesmas características de trabalho do Assunção, o Selton Mello.http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,primeira-peca-dirigida-pelo-ator-fabio-assuncao-estreia-em-sp,922839,0.htm
Tattoo do meu brother Guilhermino(Guilherme Barbosa Ratola).
Quando fui no Consulato Generale D'Italia, fiquei olhando pra placa:"Pensão de Guerra", e imaginando quantas tragédias aconteceram...
Finalmente assisti. Já era seu dvd, Guilherme Barbosa Ratola
Ele é polêmico e tal, mas tenho vontade de ler esse livro:
Vai ser fraquinho esse torneio... Vou ensinar esses caras e essas mina a jogar tênis!
Texto do meu pai:
COMO O NARIGUDO SALVOU O TIME...
"As nossas motivações são gozadas...
Faz tempo que eu queria escrever isto e nada...
E ontem assisti com o Pedro, a um belo filme, simples, mas correto, sobre o grande(e sofrido) Heleno de Freitas, estrela do único time do Rio que tenho simpatia: o Botofogo, talvez pela gratidão das Copas de 58( maior time de futebol de todos os tempos) e 62 em que metade da seleção era da "Estrela Solitária"-, e também por causa daquele ataque maravilhoso: Garrincha, Didi,Quarentinha, Amarildo e Zagallo!!
Assim, vou deixar a modéstia de lado, motivado pela presunção do incrível Heleno.
É incrível a história deste "pequeno" parque, condomínio e ainda mais desta pequena cidade de Serra Negra.
Acredito que por 2 ou 3 vezes(será que veio mais?) a seleção brasileira veio treinar e se concentrar aqui na linda estância. Ficava aqui por semanas! No mês passado(julho 2012) o canal Sportv mostrou isso: a seleção vinha pra cá, se preparando para a "Copa do Mundo", brincadeira?!
Segundo meu grande amigo Bebeto, esteve até aqui nas Vertentes! Não sei em que ano...
Por isso, este campo de futebol daqui do parque, onde o Palmeiras treinou( e isto eu vi) é sagrado. Meu amado time aqui?! Maravilhoso dia!!
Mas como diria o misterioso e brilhante garçom do filme "Irma La Douce":" isto é uma outra história...".
Agora vou dizer: comecei a jogar bola neste campo acho que em 1960, com 7 anos.
Ainda não tínhamos casa aqui e por isso meus pais alugavam casas para passarmos as férias.
O gramado era horrível, todo enlameado.
O belo campo de hoje foi fruto de várias reformas.
Naquela época, talvez já avançando para 1965(eu com 12 anos) resolvemos utilizar apenas uma faixa do campo, colocando as traves, aonde eram as laterais. Surgiu um agradável campinho, jogávamos em times de apenas 5 jogadores( 1 no gol, claro).
Também fizemos um campinho-com as mesmas regras- ao lado do lago(perto do "clubinho) onde hoje tem uma quadra de tênis).
Nestes anos, modestamente, eu já jogava bem.
Era bem goleador, com muito fôlego e muita, mas muita velocidade.
Nos colégios Dante Alighieri e São Bento(neste era o camisa 10!) eu já com 14, 15 anos me destacava ou me destaquei bem.
Em um terrível ataque de auto-afirmação de um passado que quase ninguém hoje possa confirmar, são amigos antigos, encontrei um deles, o Sérgio Dualibi há uns 4, 5 anos, na Avenida Paulista e o fiz ligar/falar com meu filho, para provar que eu era bom de bola.
Colega de classe no Dante(estávamos no final do ginásio) e bom zagueiro, fomos campeões do inter-classes.
Desculpe, mas eu joguei demais! E fui artilheiro.
Agora, imagine: o Dualibi hoje é "apenas" corregedor da Polícia Civil, delegado, etc, falando com o Pedro:" o teu pai era bom-de-bola sim!"(?!).
Todavia, eu para mim mesmo(esquisito isto,né?!) era um apenas um narigudo deslocado...
Aqui nas Vertentes, na mesma época eu começava- para usar um termo da crônica esportiva- a despontar...
E veio a glória: em um torneio de Carnaval, 6 times de 5 jogadores(no condomínio existiam dezenas de jogadores de futebol, ainda pouco se jogava tênis aqui) o meu quinteto foi campeão!
Eu estava em estado de graça: chegando na "Fonte dos Namorados", tinha uns 10 amigos/jogadores do torneio e sem perceber minha chegada, o Tito fala:" o time deles é fraco, o que desequilibra é o Vitché!".
E ainda meu amado irmão Markito complementa(reafirmo, eles achavam que eu não escutaria aquilo): "Não pode deixar ele chutar!".
Nossa, o narigudo disfarçou e nem entrou na fonte para beber...
Bom naqueles dias, nunca tinha sido montada a "seleção" o time das Vertentes. E então surgiu a oportunidade:
a prefeitura de Serra Negra organizou um campeonato ou torneio(não lembro) entre os times serranos. As "Vertentes" se inscreveu. Tenho quase certeza que era 1969 por um detalhe que conto depois...
Os "donos" do time ou vamos dizer a "Comissão Técnica" era formada pelo Leco(atual vice-presidente do São Paulo) e Gastão.
Grandes amigos e pessoas!
E foi montada o esquadrão. E realmente sempre achei jogadores(todos queridos por mim) de alto nível. Vamos lá: Nivaldo, Dr.Heládio, Gastão, Gaspar, Sydnei; Leco, Eduardo Arruda; Nelsinho, Nato, Zuza e Sérgio Capizano
(naquela época, a formação era assim: 4-2-4).
A média de idade era no mínimo de 5 a 10 anos mais velha do que eu(com 16 anos) e talvez por isso, fiquei de fora.
Mas eu queria participar. Fiz 4, 5 bandeiras com a dona Yone(queridíssima) das Vertentes, lindas,brancas e azuis para hasteá-las no famoso estádio da cidade, o "Barbosinha".
Olha só: o primeiro jogo "oficial" que assisti na minha vida foi lá!
Palmeiras versus... ou Portuguesa de Serra Negra, ou Serra Negra Esporte Clube(não lembro) e que me levou foi meu muito amado tio Dante. Era 1963. No livro "Almanaque do Palmeiras" de Celso Unzelte tem este jogo, já vi, mas perdi o livro e não lembro o adversário...
O Palmeiras ganhou por 3x0 e aconteceu um lance que nunca esquecerei: começo do jogo, primeiro lance, toque na bola. O Servílio dá a saída para o Tupãnzinho que de primeira com a sua espetacular esquerda, chuta a bola no travessão! Do meio do campo! Que bomba!
Até hoje eu escuto a batida na bola com a sua canhota e a explosão no gol...
Mas isto é uma outra história...
Não esqueçam que este é o mesmo estádio em que a Seleção Brasileira treinou várias vezes e que viu nascer a máquina do Palmeiras de 1996. Foi o primeiro jogo-ganho por 10x0 contra o Serra Negra, daquele ataque dos 100 gols: Muller, Luizão, Djalminha e Rivaldo.
O Pedro comigo no estádio, pegou autógrafos de muitos deles, então veja quanta coisa da minha vida atrelada à este campo de futebol.
E veio então, voltando ao torneio em que as Vertentes estrearia, fui para o estádio com as bandeiras e como sempre, também não sabia contra quem jogaríamos.
Nossa torcida era grande, todo o parque foi ver. Eu tinha a certeza da vitória, nosso time era muito técnico e com um gênio da bola: o Zuza!
Um jogador excepcional, com um controle de bola maravilhoso, foi o maior jogador das Vertentes em toda a nossa história.
Começa o jogo, percebi que o time adversário(quase todo de uns neguinhos-sem preconceitos idiotas,tá?!"politicamente corretos") com jogadores bem jovens, corriam demais!
Resultado: 6x0 para eles!
A "Máquina" das Vertentes, com egos bem alterados foi medíocre.
=O diagnóstico: nosso time estava acostumado a jogar em campos pequenos(mesmo os meus amigos que jogavam em outros campos em São Paulo) ninguém marcava , ninguém voltava...
A solução para o próximo jogo: mudanças, claro! o Dr. Heládio saiu, já tinha muita idade para um lateral, em seu lugar entrou o Benê(como o Zuza, Eduardo, Nato e Sérgio todos do "Jardim das Palmeiras", um outro condomínio, na estrada para Amparo); jogador forte e raçudo;saiu o Sydnei que era deferência da "Comissão" porque ele era o Zelador daqui, mas não tinha condição técnica;o Nelsinho, canhoto, desceu, foi para a lateral esquerda,
E para a ponta-direita , atenção, me escalaram! Caramba, tinha 16 anos e a minha primeira namorada, a Walquíria(gracinha!) 2 anos mais velha do que eu iria me ver na partida. E lá fui...
Também(?!!) não sei contra quem jogamos, de qualquer forma, corri muito, marquei muito, voltava até a defesa, etc, etc.
Fiz 2 gols e ganhamos de 5 a 1.
Meu pai vibrou!
Mesmo assim não classificamos por causa da primeira e humilhante derrota...
Meses mais tarde,acredito que na Páscoa, e que eu saiba foi a última partida "oficial" das Vertentes no estádio da cidade, voltamos a jogar lá.
Ganhamos por 2 a zero, joguei bem e tive a enorme alegria de ver ao meu lado no time, meus queridos amigos Markito e Marco Antonio, jogarem nas duas laterais. Era jogo único. Também não lembro o adversário. Mas isto não importa, não é?! O que vale é como é gostoso falar sobre futebol. Ou como eu, meia-esquerda, narigudo, odiou ser escalado na ponta direita e mesmo assim salvou o time. E como foram os gols que fiz? Bem, isto é uma outra história..."
(26 de agosto, dia do aniversário do Palestra).
Vicente Pellegrino.
E ontem assisti com o Pedro, a um belo filme, simples, mas correto, sobre o grande(e sofrido) Heleno de Freitas, estrela do único time do Rio que tenho simpatia: o Botofogo, talvez pela gratidão das Copas de 58( maior time de futebol de todos os tempos) e 62 em que metade da seleção era da "Estrela Solitária"-, e também por causa daquele ataque maravilhoso: Garrincha, Didi,Quarentinha, Amarildo e Zagallo!!
Assim, vou deixar a modéstia de lado, motivado pela presunção do incrível Heleno.
É incrível a história deste "pequeno" parque, condomínio e ainda mais desta pequena cidade de Serra Negra.
Acredito que por 2 ou 3 vezes(será que veio mais?) a seleção brasileira veio treinar e se concentrar aqui na linda estância. Ficava aqui por semanas! No mês passado(julho 2012) o canal Sportv mostrou isso: a seleção vinha pra cá, se preparando para a "Copa do Mundo", brincadeira?!
Segundo meu grande amigo Bebeto, esteve até aqui nas Vertentes! Não sei em que ano...
Por isso, este campo de futebol daqui do parque, onde o Palmeiras treinou( e isto eu vi) é sagrado. Meu amado time aqui?! Maravilhoso dia!!
Mas como diria o misterioso e brilhante garçom do filme "Irma La Douce":" isto é uma outra história...".
Agora vou dizer: comecei a jogar bola neste campo acho que em 1960, com 7 anos.
Ainda não tínhamos casa aqui e por isso meus pais alugavam casas para passarmos as férias.
O gramado era horrível, todo enlameado.
O belo campo de hoje foi fruto de várias reformas.
Naquela época, talvez já avançando para 1965(eu com 12 anos) resolvemos utilizar apenas uma faixa do campo, colocando as traves, aonde eram as laterais. Surgiu um agradável campinho, jogávamos em times de apenas 5 jogadores( 1 no gol, claro).
Também fizemos um campinho-com as mesmas regras- ao lado do lago(perto do "clubinho) onde hoje tem uma quadra de tênis).
Nestes anos, modestamente, eu já jogava bem.
Era bem goleador, com muito fôlego e muita, mas muita velocidade.
Nos colégios Dante Alighieri e São Bento(neste era o camisa 10!) eu já com 14, 15 anos me destacava ou me destaquei bem.
Em um terrível ataque de auto-afirmação de um passado que quase ninguém hoje possa confirmar, são amigos antigos, encontrei um deles, o Sérgio Dualibi há uns 4, 5 anos, na Avenida Paulista e o fiz ligar/falar com meu filho, para provar que eu era bom de bola.
Colega de classe no Dante(estávamos no final do ginásio) e bom zagueiro, fomos campeões do inter-classes.
Desculpe, mas eu joguei demais! E fui artilheiro.
Agora, imagine: o Dualibi hoje é "apenas" corregedor da Polícia Civil, delegado, etc, falando com o Pedro:" o teu pai era bom-de-bola sim!"(?!).
Todavia, eu para mim mesmo(esquisito isto,né?!) era um apenas um narigudo deslocado...
Aqui nas Vertentes, na mesma época eu começava- para usar um termo da crônica esportiva- a despontar...
E veio a glória: em um torneio de Carnaval, 6 times de 5 jogadores(no condomínio existiam dezenas de jogadores de futebol, ainda pouco se jogava tênis aqui) o meu quinteto foi campeão!
Eu estava em estado de graça: chegando na "Fonte dos Namorados", tinha uns 10 amigos/jogadores do torneio e sem perceber minha chegada, o Tito fala:" o time deles é fraco, o que desequilibra é o Vitché!".
E ainda meu amado irmão Markito complementa(reafirmo, eles achavam que eu não escutaria aquilo): "Não pode deixar ele chutar!".
Nossa, o narigudo disfarçou e nem entrou na fonte para beber...
Bom naqueles dias, nunca tinha sido montada a "seleção" o time das Vertentes. E então surgiu a oportunidade:
a prefeitura de Serra Negra organizou um campeonato ou torneio(não lembro) entre os times serranos. As "Vertentes" se inscreveu. Tenho quase certeza que era 1969 por um detalhe que conto depois...
Os "donos" do time ou vamos dizer a "Comissão Técnica" era formada pelo Leco(atual vice-presidente do São Paulo) e Gastão.
Grandes amigos e pessoas!
E foi montada o esquadrão. E realmente sempre achei jogadores(todos queridos por mim) de alto nível. Vamos lá: Nivaldo, Dr.Heládio, Gastão, Gaspar, Sydnei; Leco, Eduardo Arruda; Nelsinho, Nato, Zuza e Sérgio Capizano
(naquela época, a formação era assim: 4-2-4).
A média de idade era no mínimo de 5 a 10 anos mais velha do que eu(com 16 anos) e talvez por isso, fiquei de fora.
Mas eu queria participar. Fiz 4, 5 bandeiras com a dona Yone(queridíssima) das Vertentes, lindas,brancas e azuis para hasteá-las no famoso estádio da cidade, o "Barbosinha".
Olha só: o primeiro jogo "oficial" que assisti na minha vida foi lá!
Palmeiras versus... ou Portuguesa de Serra Negra, ou Serra Negra Esporte Clube(não lembro) e que me levou foi meu muito amado tio Dante. Era 1963. No livro "Almanaque do Palmeiras" de Celso Unzelte tem este jogo, já vi, mas perdi o livro e não lembro o adversário...
O Palmeiras ganhou por 3x0 e aconteceu um lance que nunca esquecerei: começo do jogo, primeiro lance, toque na bola. O Servílio dá a saída para o Tupãnzinho que de primeira com a sua espetacular esquerda, chuta a bola no travessão! Do meio do campo! Que bomba!
Até hoje eu escuto a batida na bola com a sua canhota e a explosão no gol...
Mas isto é uma outra história...
Não esqueçam que este é o mesmo estádio em que a Seleção Brasileira treinou várias vezes e que viu nascer a máquina do Palmeiras de 1996. Foi o primeiro jogo-ganho por 10x0 contra o Serra Negra, daquele ataque dos 100 gols: Muller, Luizão, Djalminha e Rivaldo.
O Pedro comigo no estádio, pegou autógrafos de muitos deles, então veja quanta coisa da minha vida atrelada à este campo de futebol.
E veio então, voltando ao torneio em que as Vertentes estrearia, fui para o estádio com as bandeiras e como sempre, também não sabia contra quem jogaríamos.
Nossa torcida era grande, todo o parque foi ver. Eu tinha a certeza da vitória, nosso time era muito técnico e com um gênio da bola: o Zuza!
Um jogador excepcional, com um controle de bola maravilhoso, foi o maior jogador das Vertentes em toda a nossa história.
Começa o jogo, percebi que o time adversário(quase todo de uns neguinhos-sem preconceitos idiotas,tá?!"politicamente corretos") com jogadores bem jovens, corriam demais!
Resultado: 6x0 para eles!
A "Máquina" das Vertentes, com egos bem alterados foi medíocre.
=O diagnóstico: nosso time estava acostumado a jogar em campos pequenos(mesmo os meus amigos que jogavam em outros campos em São Paulo) ninguém marcava , ninguém voltava...
A solução para o próximo jogo: mudanças, claro! o Dr. Heládio saiu, já tinha muita idade para um lateral, em seu lugar entrou o Benê(como o Zuza, Eduardo, Nato e Sérgio todos do "Jardim das Palmeiras", um outro condomínio, na estrada para Amparo); jogador forte e raçudo;saiu o Sydnei que era deferência da "Comissão" porque ele era o Zelador daqui, mas não tinha condição técnica;o Nelsinho, canhoto, desceu, foi para a lateral esquerda,
E para a ponta-direita , atenção, me escalaram! Caramba, tinha 16 anos e a minha primeira namorada, a Walquíria(gracinha!) 2 anos mais velha do que eu iria me ver na partida. E lá fui...
Também(?!!) não sei contra quem jogamos, de qualquer forma, corri muito, marquei muito, voltava até a defesa, etc, etc.
Fiz 2 gols e ganhamos de 5 a 1.
Meu pai vibrou!
Mesmo assim não classificamos por causa da primeira e humilhante derrota...
Meses mais tarde,acredito que na Páscoa, e que eu saiba foi a última partida "oficial" das Vertentes no estádio da cidade, voltamos a jogar lá.
Ganhamos por 2 a zero, joguei bem e tive a enorme alegria de ver ao meu lado no time, meus queridos amigos Markito e Marco Antonio, jogarem nas duas laterais. Era jogo único. Também não lembro o adversário. Mas isto não importa, não é?! O que vale é como é gostoso falar sobre futebol. Ou como eu, meia-esquerda, narigudo, odiou ser escalado na ponta direita e mesmo assim salvou o time. E como foram os gols que fiz? Bem, isto é uma outra história..."
(26 de agosto, dia do aniversário do Palestra).
Vicente Pellegrino.
"E aí fudeu. Tem gente que descobre o seu número. E começa a te ligar. E se acha no direito de ficar te enchendo o saco. Eu odeio falar ao telefone. Uso profissionalmente pra acertar algum trampo, deixar algum recado ou até mesmo pra falar com um amigo que não vejo há muito tempo e que mora em outra cidade, e mesmo assim costumo falar muito pouco, simplesmente porque odeio t
elefone. Raramente ligo pra minha irmã, ou pra minha filha. E não é porque não tenho saudades, é simplesmente porque não tenho saco pra ficar falando ao telefone. Acho que elas entendem. Pelo menos, eu espero que sim. Mas tem gente que adora um telefone. Tá tudo bem. Tem gente que gosta de comida vegetariana. Cada um na sua. Telefones me trazem recordações ruins de brigas intermináveis com namoradas na minha juventude. Uma bosta. Mas não é só por isso. A Barbara Paz tava conversando com a gente logo depois que ela ganhou a "Casa dos Artistas" e nos contava que o telefone dela não parava de tocar. É realmente muito fácil conseguir o número do telefone de uma pessoa. Fico pensando em todos esses caras famosos, atormentados de maneira infernal. Lembro da biografia do Dylan e das coisas absurdas que começaram a fazer invasivamente com o cara. Mas porra, eu não sou Bob Dylan e não ganhei nenhuma "Casa dos Artistas". Eu não tenho nada a ver com esse negócio de famoso. Eu bebo cerveja no boteco da esquina. Então porque essas coisas estão começando a acontecer comigo? Eu não sou um cara mal educado. Pelo menos, tento não ser. Não quero destratar ninguém. Mas acho que por isso, as pessoas acabam folgando um pouco demais. As pessoas deveriam ser educadas e não ficar ligando para as outras de maneira inconveniente. Eu não ligo pra casa de ninguém, a não ser pra acertar alguma coisa. Mas tem gente que liga pra mim e fica lendo poesias no telefone e falando da vida e fazendo críticas à sociedade e enumerando pra mim seus autores preferidos. E se permitem intimas. Onde será que eu errei? Será que eu escrevi em algum lugar que eu gosto disso? Onde foi que eu permiti tal intimidade? Será que eu vou ter que tratar mal as pessoas para ter meu merecido sossego? Eu não quero tratar ninguém mal. Eu só quero que as pessoas tenham noção. Eu escrevo peças de teatro e livros. Eu não entro na casa de ninguém. Sequer trabalho em televisão. Se alguém quiser assistir uma peça minha ou comprar meu livro, é opção da pessoa. Peças de teatro e livros não tem características invasivas, simplesmente porque ninguém te obriga a comprar um livro ou assistir uma peça de teatro. Quer dizer, eu não tenho porra nenhuma a ver com isso. As pessoas constroem uma imagem de você e querem que você corresponda àquela merda de imagem. Vivem me tirando de maluco. Me convidam pra cheirar, pra tomar heroína, pra participar de orgia, de roda de samba, até pra tomar Santo Daime já me convidaram (olha onde tá chegando o absurdo). E quando eu digo que não tem nada a ver, as pessoas ficam ofendidas. Queria aproveitar esse espaço pra dizer pela enésima vez que eu sou um cara bem normalzão. Eu sou heterossexual, não tomo drogas, sequer fumo cigarro (e pelo amor de Deus isso não é uma questão moralista. É só uma questão de parceria. Me sinto melhor acompanhado de uma garrafa de Jack Daniels. Simples. Drogas fazem mal? É evidente. Mas o programa do Faustão também faz e ninguém proíbe) não gosto de música eletrônica, só tenho uma mísera tatuagem da minha banda e odeio ficar falando ao telefone. Eu tô falando isso porque eu acho que o sujeito raciocina assim: "O Marião é muito louco. Ele vai entender a minha alma atormentada. Vou ligar pra ele pra compartilhar a minha loucura". Viagem errada, Brother. Não sou maluco porra nenhuma. Pelo menos, não esse tipo de maluco. Eu escrevo sobre alguns sujeitos malucos e até conheço vários deles. Mas eu não sou. Eu só escrevo sobre os caras. Sou do tipo que gosta de ficar em casa assistindo filmes antigos e bebendo whisky. Esse é o meu programa favorito. Sou notívago e boêmio sim, mas cada dia que passa, gosto mais de ficar quieto em casa. Sou avesso a qualquer tipo de "balada". Aliás, odeio essa expressão. Acho que só odeio mais a tal da expressão "galera". Essa é de vomitar. Tem também a tal da "Fala Sério". Cada merda. Mas enfim, parece que eu dei uma desvirtuada do assunto. O que eu tava querendo dizer é que acho que sou, inclusive, bem caretão. Só saio de casa pra beber com amigos, pra um bom churrasco, cinema, teatro, lançamento de livro ou show de blues. Fora isso, é bem difícil. Vou dizer uma coisa: Existe um negócio maravilhoso que inventaram chamado e-mail. Se quiserem falar comigo, é só escrever. Costumo responder todos os e-mails. Adoro escrever. E gosto ainda mais de ler. Mas decididamente não tenho saco pra ficar falando ao telefone. É só isso!"(Mário Bortolotto)
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