Tuesday, February 10, 2015

Meu pai é do tipo que :
Espera todo mundo estar reunido na piscina à noite para se fantasiar de Batman e pular na piscina.
Aqui ele está curtindo o carnaval em Serra Negra.
É um pazzo.
Quem me mandou a foto foi a namorada dele.
Bacione para os dois.


Matérias/textos escritos por mim.










Fazia uns 10 anos que não saía só eu e a minha mãe. E o filme no cinema valeu muito a pena.



Fazia uns 10 anos que não saía só eu e a minha mãe. E o filme no cinema valeu muito a pena.



A ENTREVISTA DE EMPREGO MAIS BIZARRA
Minha primeira entrevista de emprego de 2015 foi inacreditável.
Para conseguir marcá-la, já foi um pouco estranho.Estou morando sozinho, mas no meu currículo eu deixei o telefone da casa da minha mãe, lá tem secretária eletrônica, e às vezes acabam deixando recado para mim.
Minha mãe me avisou sobre o emprego, e eu liguei.
Atendia a secretária e quando ia passar para o responsável pelo "RH",a ligação caia. Mais tarde, fui entender o porquê.
Lugar longe pra dedéu, peguei um ônibus até o Terminal Bandeira e um outro para Santo Amaro. Após o busão andar a avenida Santo Amaro inteirinha, demorou horas,vi até o Coliseu uma hora, acho que ainda estava na Santo Amaro, não tenho certeza, parecia ser um hotel no formato do Coliseu, mas não me recordo o que era de verdade.
Liguei o Waze dentro do bus, foi até engraçado.O cobrador de óculos escuros e fones de ouvido,pouco se lixando para as perguntas dos passageiros.Aí para não estar totalmente perdido em sp, liguei o GPS, e ainda bem que a essa hora o ônibus já estava vazio, após encher e esvaziar várias vezes,o locutor do Waze me avisou que eu estava perto do meu destino final.
E o cobrador malandrão enfim se manifestou e me avisou que a rua que eu teria que descer tinha ficado pra trás.
Cheguei um pouco cedo para a minha entrevista, e fiquei fazendo hora num bar ao lado. Pedi uma cerveja... brincadeira, pedi um pão de queijo e uma H2O.
A dona do bar conhecia o dono da empresa, e a cara dela quando me interrogou se era tal fulano,não foi muito boa.
A empresa era em frente à represa Guarapiranga. Um lugar bem bonito.
O lugar da minha entrevista era em uma chácara.Uma empresa de loteamento.Disseram que tinham ficado interessados em meu currículo.
Entrei,falei com uma senhora e com a secretária. A senhora(governanta) me perguntou para qual área eu tinha ficado interessado, se eu era advogado. Eu respondi que não era advogado, e não sabia em qual área, "vocês que me ligaram...".
Havia uns senhores com pinta de advogado esperando na sala. Uma biblioteca enorme, teias de aranhas gigantescas, até tirei uma foto-mas eu dei uma configurada no meu celular, perdi algumas fotos-, escutava uns galos e galinhas fazendo a festa na chácara. Uma garota também chegou, e ela disse a mesma resposta que a minha:"não sei qual é o cargo...". A cena a seguir que vou relatar, eu fiquei com pena da menina, queria ter visto a cara dela.
Passou uma hora e meia, mais ou menos, e me chamaram:"Pedro, por favor me acompanhe...".
A casa era rústica,umas esculturas bem bacanas, fui entrando, adentrando o recinto, imaginando estar entrando numa sala de reunião, algo do tipo...
O dono da empresa estava na cama. A entrevista foi na CAMA!!!
Eu achei que fosse uma pegadinha, não é possível. Descobri que a primeira moça que me atendeu, era como se fosse uma empregada dele, uma governanta, ele ficava pedindo coisas pra ela o tempo todo.
Á minha frente havia uma tela de um tamanho de um prédio, era a sua pequena tela do computador. Ele perguntou se eu sabia usar o Kindle. Eu falei que não. Mas mesmo assim ele me deu para eu experimentar, e mais o seu tablet.
"Olha, eu quero criar uma biblioteca digital".
"Mas já falo com você em instantes... você pode aguardar mais uma meia hora?".
Disse que sim, e concordei , havia outros caras esperando. Como achei tudo aquilo uma esculhambação, eu perguntei se poderia ficar mexendo no Kindle e no Tablet e descobrir o que o senhor queria que eu descobrisse no seu aparelho.
Eu poderia ter ido embora com os aparelhos, mas resolvi ficar um pouquinho mais.É claro que passou uma hora e meia, e eu ainda lá. Conversei com a secretária, perguntei se o senhor era doente, ela respondeu:"não,é folgado mesmo".Meu marido trabalha há seis anos com ele, ele é assim mesmo".
Resolvi ir embora. Falei com a mesma secretária, ela ficou inconformada, "tem um cara que está esperando há cinco horas...". Ah, o povo brasileiro...
Chamaram-me de novo para falar com o senhor. Dessa vez ele estava numa sala, um lindo aquário dentro dessa sala, todos os outros caras de terno e gravata, ele de camiseta e shorts. Apertou minha mão e disse que na quinta-feira era para eu ligar pra ele, que provavelmente ele teria uma proposta para me fazer. A entrevista foi na segunda-feira.
Como eu não queria saber qual era o tipo da proposta, eu nunca mais liguei.

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